Digitalização dos serviços públicos melhora a vida do cidadão e aumenta a arrecadação

A digitalização dos serviços públicos vem mudando a forma como o cidadão se relaciona com o governo. Com o avanço da tecnologia, prefeituras e órgãos públicos passaram a oferecer soluções mais rápidas, simples e acessíveis. Além de facilitar a vida da população, esse processo também impacta positivamente a arrecadação municipal.

Cidades inteligentes usam a tecnologia para integrar serviços, melhorar a gestão e reduzir custos. Ao tornar processos digitais, como emissão de alvarás, IPTU, ISS e outros tributos, os municípios conseguem controlar melhor as finanças e reduzir a inadimplência. Segundo o Radar da Transformação Digital nos Estados e DF, divulgado em 2023 pelo Ministério da Gestão e Inovação, 84% dos serviços públicos estaduais já estão digitalizados, número que tende a crescer nas gestões municipais.

Redução de filas e aumento na satisfação da população

A digitalização permite que o cidadão acesse serviços de casa, pelo celular ou computador. Isso reduz filas, deslocamentos e o tempo de espera. Um bom exemplo é o aplicativo SP156, da Prefeitura de São Paulo, que concentra mais de 800 serviços em um único canal. A cidade registrou aumento de 35% na satisfação dos usuários desde o lançamento da plataforma.

Com menos burocracia, a população passa a confiar mais na administração municipal. Cidades inteligentes priorizam esse tipo de solução para tornar o serviço público mais eficiente e transparente. Além disso, o atendimento digital permite identificar rapidamente falhas no sistema e propor melhorias com base em dados reais.

Aumento da arrecadação municipal com serviços públicos digitais

Digitalizar não é apenas modernizar — é também arrecadar melhor. Com sistemas integrados, é possível identificar imóveis não cadastrados, cruzar dados de empresas e monitorar o pagamento de tributos. A cidade de Recife (PE), por exemplo, aumentou em 22% a arrecadação do ISS após adotar um sistema digital de emissão de notas fiscais.

Além disso, o uso de inteligência artificial e big data facilita auditorias e análises fiscais. Cidades inteligentes usam essas tecnologias para identificar possíveis fraudes ou sonegação. Isso permite uma atuação mais eficaz da fiscalização, com menor custo operacional.

Menos papel, mais agilidade e sustentabilidade

O fim da papelada também é um ganho importante. Com a digitalização, a tramitação de processos se torna mais rápida e econômica. Salvador (BA) digitalizou 100% dos seus processos administrativos e economizou R$ 18 milhões em três anos, segundo dados da prefeitura.

Outro benefício é a sustentabilidade. Cidades inteligentes priorizam o uso consciente de recursos. Menos papel, menos deslocamento e menos consumo de energia significam menor impacto ambiental e melhor uso do dinheiro público.

Capacitação e inclusão digital são fundamentais

A transformação digital exige investimento em capacitação. Servidores públicos precisam entender as novas ferramentas para usar todo o seu potencial. Além disso, é preciso garantir acesso à tecnologia para todos os cidadãos, evitando exclusão digital.

Cidades inteligentes investem em programas de inclusão e capacitação. Um bom exemplo é o projeto “Prefeitura no Celular”, de Curitiba (PR), que oferece suporte técnico e oficinas digitais em comunidades. Isso garante que ninguém fique para trás nesse processo de modernização.

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